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13/04/2009
 
Encontro de Dirigentes Bolivianos e Trabalhadores do DF. Um legado importante para os dirigentes petistas.
 
 
  Arquivo
No dia 13 de março, no auditório da CUT/DF, estiveram presentes o Ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca e o Embaixador Boliviano no Brasil, Maurício Dorfler, para discutir as recentes mudanças na Constituição do país. Presentes também, além da Presidente da CUT/DF e do Secretário de Políticas Sociais, companheiro Ismael Cesar, representantes da Coordenação dos Movimentos Sociais, CMP, UNE, CNTE, PT-DF, Grito dos Excluídos, MTD, ABRAÇO, SINPAF, entre outros, inclusive MRS.

O Ministro das Relações Exteriores fez uma exposição sobre as necessárias mudanças na Constituição Boliviana. Destacou que uma gestão comprometida com mudanças, como a do Governo de Evo Morales, não seria possível operar seus compromissos com uma Constituição que durante quinhentos anos subordinava os interesses nacionais às imposições do capital monopolista. Lembrou que as mudanças constitucionais só foram possíveis porque havia acúmulo de discussão e campanhas de mobilização, iniciadas a partir dos anos 90, envolvendo as populações indígnas, excluídos, mulheres e explorados; que obviamente deram sustentação às alterações encaminhadas pelo governo.

Durante o Encontro, o Ministro das Relações Exteriores da Bolívia, na verdade o único a expor o assunto, tratou do processo crescente e consciente de participação da população nativa; lembrando que esta, na condição de protagonista da nova nação boliviana, constitui a força e a energia necessária para as mudanças que estão sendo operadas no país. Mudanças essas inspiradas na Alternativa Bolivariana e pautadas na radicalização da democracia, na descolonização do país, na construção da soberania nacional, no término das políticas neoliberais, na luta por terras aos trabalhadores do campo, no combate ao analfabetismo, no uso das riquezas naturais (especialmente subsolo) em proveito da nação boliviana.

Também foram registradas questões relacionadas à oposição de direita no país, em especial o movimento separatista da região “Meia Lua”, onde ficou patente a participação dos Estados Unidos. Uma manipulada insurgência comandada principalmente por Leopoldo Fernandes, que tinha como objetivo a disputa sobre o comando das reservas do subsolo da região, considera a mais rica do país.

 
 

 

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